Biometria - A solução do crime está na ponta dos dedos

Versão para impressãoEnviar por e-mailVersão em PDF
Mais de 19 mil presos no Pará devem ser inseridos em um banco de dados com coleta biométrica.

Mais de 19 mil presos no Pará devem ser inseridos em um banco de dados com coleta biométrica. Uma reunião na manhã desta quarta-feira (13/3), entre dirigentes da Superintendência do Sistema Penitenciário e representantes da Polícia Federal, discutiu o planejamento para a implementação da coleta biométrica de presos no Pará.

 

O sistema de coleta de dados serão unificados através de uma parceria entre as Polícias Federal e Civil. Para isso, os órgãos de segurança precisam adquirir o sistema AFIS - Automatic Fingerprint Identification Systen, que em português significa Sistema de Identificação Digital Automática.

 

“O sistema AFIS, instalado na Polícia Federal é um sistema capaz de fazer pesquisas e individualização de pessoas através do uso da impressão digital. Hoje, nós contamos com um universo de 20 milhões de pessoas cadastradas no nosso sistema e individualizadas, de modo que você não consegue se passar por outra pessoa dentro do universo do nosso banco de dados. O nosso objetivo através dessa cooperação é oferecer subsídio técnico para a Susipe ter condições de fazer uma aquisição adequada do sistema biométrico, de modo que possamos garantir a execução da pena e o cumprimento adequado pela pessoa correta”, explica Ricardo Neves, diretor da divisão de identificação criminal da Polícia Federal.

 

Segundo Brasilio Caldeira Brant, diretor do Instituto Nacional de Identificação da Polícia Federal, o simples fato de uma pessoa portar uma carteira de identidade, não garante que ela é quem diz ser. Ainda segundo o diretor, a biometria da impressão digital é a mais conclusiva é necessária ao sistema penitenciário.

 

“Esse sistema é utilizado para elucidar a identidade de pessoas em locais de crime ou se aquela pessoa se diz ser quem é. Essa certeza quem garante é a verificação biométrica. E sabemos que essa duplicidade de identificação pode estar acontecendo nos presídios. É possível ter pessoas presas com outros nomes, ou que não são quem dizem ser. O que pretendemos na parceria com a Susipe é dar esse apoio na identificação categórica dos internos do sistema prisional”, afirma Caldeira Brant.

 

A coleta biométrica dos mais de 19 mil internos da Susipe foi uma medida anunciada pelo governador Helder Barbalho, em janeiro, durante o início da operação Opus. O secretário Extraordinário de Estado para Assuntos Penitenciários, Jarbas Vasconcelos, afirma que a coleta biométrica irá garantir maior controle para o sistema prisional paraense.

 

“Essa iniciativa está sendo referenciada nacionalmente e após essa reunião com a Polícia Federal, a expectativa é que possamos licitar o serviço de coleta biométrica o mais rápido possível, afim de agilizarmos até mesmo o trabalho da próprio Polícia na investigação criminal. Agora vamos formatar o termo de referência de acordo com as demandas que a Polícia Federal está nos solicitando para que essa iniciativa possa se tornar referência pro sistema prisional brasileiro, com padrões mundiais de identificação através das impressões digitais”, concluiu o secretário.