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Coostafe expõe produção de detentas na Expo Eventos 2017

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Este é o segundo ano que a cooperativa participa do evento e as expectativas são as melhores possíveis. Em 2016, foram vendidos cerca de R$ 2 mil em produtos. A produção gera renda para as detentas e as qualifica para o mercado de trabalho.

 Artesanatos confeccionados pela Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina Empreendedora (Coostafe) foram expostos na 10ª edição da Expo Eventos que ocorreu no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, até ontem (18). A Coostafe é a primeira cooperativa formada exclusivamente por mulheres presas no país.

No Centro de Recuperação Feminino (CRF) de Ananindeua, as internas confeccionam sandálias, bonecas de pano, tapetes, panos de prato, puffs feitos com pneus, vassouras recicláveis, luminárias, almofadas de crochê, entre outros. Os produtos estavam em exposição e disponível para a venda no estande do Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC) do Governo do Estado do Pará onde foi possível conhecer os trabalhos sociais realizados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), Fundação Cultura do Pará (FCP), Imprensa Oficial do Estado (IOE), Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe) e a Fábrica Esperança.

Este é o segundo ano que a cooperativa participa do evento e as expectativas são as melhores possíveis. “Fazer com que a Coostafe participe da Expo Eventos é algo muito bom porque é uma maneira da sociedade conhecer o que é feito dentro do cárcere. No ano passado foi arrecadado aproximadamente dois mil reais com a venda dos produtos, além dos pedidos que sempre aparecem”, afirmou Sonia Cardoso, coordenadora da Coostafe. O valor adquirido é utilizado para a compra dos materiais e destinado à família das internas.

A cooperativa é apenas um exemplo das ações do Governo do Estado que buscam valorizar e reintegrar aqueles que até então eram deixados de lado pela sociedade. “Nós queremos tornar público as ações que o Governo do Estado realiza. São políticas, projetos e programas que têm o objetivo de fazer com que os internos do sistema penal e os egressos sejam reconhecidos pelo o que produzem de melhor. E o que podemos perceber é que inicialmente eram trabalhos modestos que vem ganhando muita qualidade e acompanhando as tendências do mercado”, avaliou a assessora especial do NAC, Meive Piacesi.

A dona de casa Suzana Nascimento foi uma das que prestigiou os trabalhos feitos pelas internas e gostou do que viu. “É um trabalho muito lindo. Quando eu era criança não tive muitas bonecas e fiquei encantada com a beleza de cada uma. Além de serem lindas ajudam elas (internas) a mudarem a sua história com um trabalho bom, um trabalho digno”, disse.

“A maioria das pessoas que chegam até o estande já conhecem o trabalho da Coostafe da Praça da República, em Belém ou da Praça da Bíblia, em Ananindeua onde os produtos são comercializados aos finais de semana. Então amanhã esperamos todos aqueles que ainda não puderam vir para conhecer os trabalhos das reeducadas e ajudar a fortalecer esta geração de renda e transformação social”, finalizou Sonia.  

Inclusão e cidadania

Pessoas com deficiência atendidas pela Polícia Militar no Centro Interdisciplinar de Equoterapia (CIEQ-Belém) se apresentaram no palco central do evento na noite do último sábado, 17. A apresentação foi articulada e realizada por meio do Plano Existir do NAC. Dentre as atividades realizadas pelo CIEQ-Belém, foi criado o projeto “Ao passo da Arte”, que busca promover o acesso e a participação dos praticantes em atividades relacionadas à arte. As ações fazem parte do programa de política cidadã que promove a segurança pública e preocupa-se com o bem-estar do cidadão.

As atividades do Plano Existir são desenvolvidas por uma equipe interdisciplinar, que utiliza o cavalo e o ambiente equestre com finalidade terapêutica, educacional, esportiva e social nas áreas da saúde, educação e equitação, promovendo a sua inclusão e participação social de pessoas com deficiência. 

Por Aline Saavedra | Foto: Akira Onuma (Ascom/ Susipe)
Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará

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