Dança do ventre é usada como terapia para mulheres presas no Pará

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O projeto “Dançar para se libertar” partiu da iniciativa voluntária da acadêmica de direito e aluna de dança do ventre, que realiza aulas semanais para auxiliar as internas.

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No Centro de Recuperação Feminino (CRF), em Ananindeua, a dança do ventre vem sendo utilizada como uma ferramenta transformadora para um grupo de 30 internas custodiadas na unidade. O objetivo é resgatar a autoestima e estimular o conhecimento de novas culturas, movimentos e percepções como terapia.

O projeto “Dançar para se libertar” partiu da iniciativa da acadêmica de direito e aluna de dança do ventre, Gabrielle Furtado, que em parceria com a direção da casa penal vem realizando voluntariamente aulas semanais para auxiliar as detentas a movimentarem o corpo, ganhar consciência corporal e identificar as emoções através da música e da dança.

As aulas são realizadas duas vezes por semana dentro do próprio CRF. Durante uma hora, as internas aprendem técnicas e os passos da dança do ventre, além de dançar com instrumentos, praticar coreografias e também um pouco mais sobre arte e cultura.

A Dança do Ventre é uma dança de origem oriental, cujo surgimento exato em termos de localização histórica e geográfica é desconhecida. Estudos dizem que a prática surgiu no Antigo Egito, em rituais, cultos religiosos, onde as mulheres dançavam em reverência a deusas. Com movimentos ondulatórios e batidos de quadril, as mulheres reverenciavam a fertilidade, celebravam a vida, ou seja, tratava-se de uma dança ritualística, em caráter religioso, sem apresentações em público. Essas mulheres reverenciavam as deusas que acreditavam ser as responsáveis pela vida da terra, pela vida gerada no ventre da mulher, e pelos ciclos da natureza.

Atualmente, o CRF de Ananindeua custodia 541 mulheres. Cerca de 45% delas estão presas pelo crime de tráfico de drogas. Em todo o Brasil, vários presídios femininos já aderiram a dança no processo de ressocialização das presas.

Por Assessoria de Comunicação Social.