Defensoria Pública atende internos do CTM 2 

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Foto: Divulgação Susipe.
Trinta internos da Central de Triagem Metropolitana II, em Ananindeua, foram atendidos na manhã desta quarta-feira (6) pela Defensoria Pública do Estado do Pará. O defensor público da Região Metropolitana de Belém (RMB), Alessandro Oliveira da Silva, realizou atendimento jurídico e avaliou a situação processual dos presos. O defensor contou com o apoio dos estagiários Leonardo Assis da Silva e Flávia Brandão de Oliveira para realização do serviço. 
 
De acordo com o defensor público, foi constatado que muitos dos internos custodiados no CTM II são do interior do Estado, por isso, o acompanhamento constante da Defensoria Pública é necessário. "Um exemplo dos casos existentes na unidade é um venezuelano preso há quase um ano sem julgamento. Após as análises, farei os pedidos de revogação de prisão para os juízes, bem como o pedido para marcar o julgamento desses presos. Gostaria de agradecer os funcionários da unidade que deram todo o suporte e o apoio do secretário Jarbas Vasconcelos", afirmou. 
 
A ação deve continuar na próxima semana, quando serão atendidos as pessoas privadas de liberdade mais idosas e o grupo LGBTQI+. Para o defensor, o sistema prisional significa levar assistência jurídica para os presos. "Uma das funções da execução penal é o Estado ofertar assistência jurídica, pois se trata de uma afirmação dos Direitos Humanos. Tanto a Defensoria Pública como o Estado estão preocupados e promovendo ações para resolver as situações processuais dos presos provisórios", afirmou. 
 
Para o diretor da casa penal, Evandro Pantoja, todo atendimento jurídico tem uma importância grandiosa para as unidades prisionais, principalmente para os custodiados. "Os detentos ficam felizes pelo reconhecimento pelo poder público porque alguns ficam muito tempo sem contato jurídico e dependem exclusivamente da Defensoria Pública. Só pelo fato delas serem atendidas por um defensor público, já nutri um outro ânimo. Esse jogo de troca de respeito mútuo é de fundamental importância para todos os envolvidos nessa constante busca de reinserção social do apegado", afirma o diretor.
 
 
Por Vanessa Van Rooijen.