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Escola de Administração Penitenciária capacita servidores

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Mais de 700 servidores da Susipe já foram capacitados pela EAP este ano. Em 2016, 1.350 servidores foram capacitados. O curso de Serviços Penais tem o objetivo de sistematizar as práticas realizadas no sistema penitenciário.

A Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), por meio da Escola de Administração Penitenciária (EAP), investe na qualificação dos servidores penitenciários de Belém e do Interior do Estado. Nesta semana, a EAP iniciou o curso de Serviços Penais que é voltado principalmente para os funcionários que atuam dentro das casas penais do Pará.

O curso de Serviços Penais tem o objetivo de sistematizar as práticas realizadas no sistema penitenciário e trabalhar desde a identidade do servidor penitenciário até a questão das rotinas operacionais e administrativas, assim como preparar esse servidor para as situações vivenciadas dentro das unidades prisionais, principalmente no que diz respeito ao gerenciamento de crise quando acontece uma rebelião ou motim. 

O agente prisional Aloísio das Neves Ferreira Fonseca já trabalha há 18 anos no sistema carcerário e é um dos 100 servidores que participam do curso. "Esses cursos são fundamentais para aprendermos coisas novas e levarmos para o nosso dia a dia”, avaliou Aloísio, que trabalha no Centro de Recuperação Feminino (CRF), em Ananindeua.

Mais de 700 servidores da Susipe já foram capacitados pela EAP este ano. Em 2016, 1.350 servidores foram capacitados. Durante o curso, os servidores têm aulas teóricas pela parte da manhã e a tarde fazem uma dinâmica sobre o assunto estudado. A carga horária é de 24h.

"É importante nós aprimorarmos as rotinas desses servidores, para os desafios que eles têm diariamente. Essa formação começou na região metropolitana e no segundo semestre nós pretendemos é transformar em um sistema de formação à distância, para os servidores do interior poderem participar", afirma a diretora da EAP, Soliane Guimarães.

O instrutor do curso Brivaldo Soares Neto avalia que a capacitação é importante para atualizar os servidores sobre as mudanças na lei e ainda corrigir falhas de procedimentos. "O nosso curso envolve questões de ordem administrativa, voltadas para gestão, como para o cargo de diretor e coordenador e como houve a ampliação para o cargo de agente prisional, também reforçamos a importância do papel dele dentro do sistema”, explica.

Para a diretora da Central de Triagem Metropolitana II (CTM II), o curso é uma oportunidade de qualificação para os servidores. "É cada vez mais difícil nós termos tempo para fazermos um curso como esse e aqui nós recebemos novas diretrizes e podemos fazer a padronização dos procedimentos, assim o trabalho fica mais organizado", avalia.

Autoproteção – A EAP promoveu nesta sexta-feira (9), o curso de autoproteção aos servidores penitenciários que tiveram aulas teóricas e aplicação de um estudo de caso, acerca de situações reais as quais estão sujeitos diariamente. “A intenção é deixá-los conscientes dos riscos da profissão e dos cuidados necessários que o servidor tem que tomar dentro e fora do ambiente de trabalho”, destacou Soliane Guimarães.

Ao todo 40 pessoas, entre servidores e agentes prisionais participaram do curso, que teve carga horária de 8h. Paulo Gaia, da Central de Triagem da Cidade Nova foi um dos participantes do curso e falou da importância de estar prevenido para qualquer situação de risco.

“A conduta do servidor dentro e fora do trabalho é muito importante, ele precisa estar atento aos locais que frequenta, como ele se veste e o modo como fala com as outras pessoas sobre a sua profissão. É muito importante conscientizar o servidor para não se expor muito”, diz Paulo Gaia.

O instrutor do curso, o major Cleverton Firmino, diretor da Central de Triagem Metropolitana III (CTM III), diz que o curso era voltado apenas para policiais militares, mas hoje já está adaptado também para agentes penitenciários.

“Os servidores penitenciários são expostos à violência todos os dias, seja no exercício de sua profissão, ou fora do ambiente de trabalho. Visto isso o curso dá dicas de segurança e faz uma reflexão sobre os riscos inerentes à atividade no sistema penitenciário, assim como o discernimento para escolher de forma prudente os locais a serem frequentados”, informou major Cleverton Firmino.

Wilton Rocha, diretor da Central de Triagem da Cremação (CT CREMA), diz que já passou por uma situação de risco e hoje entende a necessidade das orientações repassadas no curso. “Indo para o trabalho o carro deu prego e eu fiquei em um bairro considerado ‘linha vermelha’ e estava com uniforme e crachá da Susipe. Se eu tivesse sido abordado por algum bandido, eu estaria em uma situação complicada, mas felizmente nada ocorreu e hoje eu tenho consciência de que devemos ter mais cuidado”, revelou Wilton.

Interior – As equipes administrativas das unidades prisionais de Marabá também receberam capacitação, através da Escola de Administração Penitenciária. “Inicialmente, a Escola participou do esforço concentrado para agilizar o processo de contratação dos candidatos que estavam participando do Processo Seletivo Simplificado para reforçar o quadro de agentes prisionais, mas também realizamos uma capacitação para todos os servidores das três unidades prisionais de Marabá Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes, Centro de Recuperação Feminino (CRF) e Central de Triagem Masculina de Marabá (CTMM)”, informou Soliane Guimarães. No total, 229 servidores foram capacitados, além de treinamento básico para 77 agentes prisionais.

A agente penitenciária Ilda Bandeira, que trabalha há 11 anos no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (CRAMA), participou do curso de Procedimento de Custódia e disse que a capacitação veio em boa hora e ajudou a solucionar problemas. “Nós que somos do interior temos menos oportunidades, do que o servidor que está na capital, então quando participamos de uma capacitação, aproveitamos ao máximo. Eu já tinha participado de uma em 2013, mas de lá pra cá muita coisa mudou, então eu pude tirar todas as dúvidas que eu tinha”, destacou.

Para o diretor do CRAMA, coronel Antônio Araújo, as capacitações ajudam a aumentar a autoestima dos funcionários. “Quando as capacitações acontecem, os servidores se sentem mais confiantes na hora de exercer o trabalho, se sentem mais valorizados também. É algo fundamental para nós que estamos aqui tão distantes da sede”, avaliou. 

Por Giullianne Dias | Foto: Akira Onuma (Ascom/ Susipe)
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