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Futebol é utilizado como ferramenta de ressocialização de detentos no Pará

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No torneio do PEM II a única coisa diferente de uma partida normal de futebol são as grades ao redor do campo. Tinha torcida, formada por outros detentos, funcionários da unidade e até pelo diretor da casa penal que acompanhou todas as partidas.

O cenário é um campo de futebol dentro do Presídio Estadual Metropolitano II (PEM II), em Marituba. Nele, os detentos se reuniram para participar do II torneio de futebol amador da casa penal. Além de quebrar a rotina da unidade prisional, neste ano, a disputa também teve um prêmio especial: uma visita extra para o dia dos namorados.

As regras do jogo foram definidas pelos próprios detentos, junto com a direção do presídio. Eles escolheram um representante de cada um dos blocos A, B, C, D, E e F para participar de um sorteio que definiu os grupos do torneio. Na definição das "chaves", o bloco A foi sorteado para enfrentar o D; o B x C e o E x F. Dos três vencedores de cada partida um novo sorteio foi realizado para a grande final do torneio. 

Para o diretor do presídio, Geraldo Gomes, o futebol é um exercício para a mente e o corpo. "O esporte é também um meio de ressocialização, pois ocupa a mente deles, faz com que eles fiquem mais calmos, organizados e saibam trabalhar em equipe", pontuou o diretor. 

O torneio começou na manhã desta terça-feira (6), com a vitória do bloco A sobre o D, por 5x4, nos penâltis. O detento Rodrigo Souza, de 24 anos, atacante de um dos times, participou pela primeira vez da disputa. “Eu quero vencer a partida pelo prazer de jogar futebol mesmo, porque no momento eu estou sem namorada e também nunca fui casado, então no máximo eu vou receber a visita da minha mãe, o que já é muito bom. Quem sabe em um outro torneio, eu já não esteja recebendo a visita de uma namorada? A gente não pode perder a esperança”, brincou Rodrigo.  

No torneio do PEM II a única coisa diferente de uma partida normal de futebol foram as grades ao redor do campo. Tinha torcida, formada por outros detentos, funcionários da unidade e até pelo diretor da casa penal que acompanhou todas as partidas e idealizou o torneio.

O juiz de uma das disputas foi o agente penitenciário Felipe Amaral, que trabalha há 15 anos no sistema penitenciário. Essa foi a primeira vez que ele apitou uma partida dentro da casa penal. "Acho importante essa interação, através do esporte. É algo bom para a convivência na casa penal, já que é um ambiente em que vivemos em constante tensão. Estou ansioso pela partida e espero que o melhor time vença e garanta sua visita extra", disse Felipe.

Fabrício Ramirez, de 33 anos é zagueiro de um dos times e disse que se preparou para esse momento. "É a segunda vez que eu participo e como ano passado meu time perdeu, esse ano queremos virar o jogo. Minha filha tem 9 meses e eu ainda não vi o rosto dela. Essa vitória vai ser por ela", disse o detento. 

Pela parte da tarde a bola continuou rolando. Foi a vez da disputa entre os blocos C e B e entre o bloco E e F. Os vencedores das duas partidas foram o bloco C e F, que ganharam com os placares de 5x4 e 8x5, respectivamente. No novo sorteio, o bloco A foi para a final e os blocos C e F disputaram a semifinal.

A final do torneio foi disputada pelos blocos A e F. O campeão foi o bloco F que venceu a partida por 10x9. Alessandro Silva Oliveira, de 27 anos, ficou feliz com a vitória e disse que vai receber uma visita especial. “Sou parte do time campeão pela segunda vez e como prêmio a minha esposa vem me visitar. Todo o esforço em campo valeu a pena por conta disso. O esporte melhora em tudo a nossa vida, faz o ambiente ficar mais leve aqui dentro e a nossa convivência fica muito melhor”, disse o detento.

Por Giullianne Dias | Foto: Akira Onuma (Ascom/ Susipe)
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