Implantação de rotina de saúde encerra a semana com 950 internos atendidos

Versão para impressãoEnviar por e-mailVersão em PDF
Foto: Divulgação SEAP.
A programação de saúde oferecida para os internos da Colônia Penal Agrícola de Santa Izabel (CPASI), localizada no Complexo Penitenciário de Santa Izabel, chegou ao fim nesta sexta-feira (10). A ação trata-se de uma ampliação da rotina de atendimentos e começou na última terça-feira (7). Foram atendidos 950 pessoas privadas de liberdade somente na primeira semana dos serviços de saúde.
 
A “Padronização das Rotinas de Saúde” foi promovida pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), por meio da Diretoria de Assistência Biopsicossocial (DAB), em parceria com a Força-tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) e a Secretaria de Saúde do Estado do Pará (SESPA). O objetivo do evento foi ampliar a rotina de procedimentos de saúde na casa penal.
 
Os internos receberam atendimentos médicos, passaram por triagem para identificar quem precisa de encaminhamento para realização de exames, 60 consultas odontológicas foram feitas e 3.800 testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites B e C foram realizados, já que cada interno fez os quatro testes. 
 
A programação já foi realizada em outras unidades penais como o Centro de Recuperação Feminino (CRF) de Ananindeua e o Presídio Estadual Metropolitano II (PEM II), em Marituba. Como confirma a diretora de Assistência Biopsicossocial (DAB) da SEAP, Sandra Costa. “A ação iniciou no mês de novembro no CRF. Essa é uma ação de padronização das rotinas de saúde, são os atendimentos que serão devidamente atualizados em cada unidade penal, desde a triagem do internos, testes rápidos. Posteriormente o interno passa pela vacinação, que é a tríplice viral”, explicou.
 
Vinte e seis profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, psicólogos, dentistas e assistentes sociais deram apoio à ação. Além disso, medicações para melhorar as assistências na unidade foram doadas pela FTIP. “Nesta ação nós estamos implementando o que é determinado pela Lei de Execuções Penais, ou seja, a garantia de assistência à saúde da pessoa privada de liberdade. Para essa ação, como cooperação foram doados mais de 12 mil medicamentos oriundos das penitenciárias federais de Porto Velho, Brasília e Campo Grande”, destacou a diretora da DAB.
 
Ainda segundo Sandra, esse é apenas o começo de uma longa jornada de saúde e humanização da pena. “Como é uma padronização, nós queremos que todo o sistema penitenciário passe por isso. Sabemos que não é um serviço imediato, é um serviço longo, até porque nós precisamos compor equipe, mas nós vamos dar seguimento em outras casas penais. Cada interno precisa de atendimento e o sistema tem que oferecer isso. Além disso, a ação serviu como treinamento para os novos servidores que vão continuar atendendo nas casas penais”, pontuou a diretora.
 
Para a coordenadora de saúde da FTIP, Verônica Ribeiro, a ação é importante para dar assistência integral ao interno e cumprir com o que a Lei de Execuções Penais (LEP) determina. “Essa ação faz parte de um programa de cooperação que nós trouxemos. Começou em novembro e a SEAP adotou como uma padronização para se tornar rotina. Essa ação é importante para promoção de saúde e prevenção de doenças. Nesse momento a gente consegue identificar doenças sexualmente transmissíveis, imunizar para a prevenção de saúde e realizar o atendimento médico e de enfermagem, ou seja, toda a rotina que deve ser implementada”, concluiu.
 
 
Por Núcleo de Comunicação.