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Mais de dois mil detentos e egressos são qualificados pro mercado de trabalho

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A educação é o principal instrumento para que o detento volte ao convívio da sociedade. O egresso Robenilson dos Santos, de 34 anos, ficou custodiado pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) durante 8 anos, na Colônia Penal Agrícola de Santa Isabel (CPASI) e desde então decidiu que queria mudar de vida através dos estudos e cursos. O primeiro passo foi participar das atividades educacionais promovidas dentro do cárcere. 

“Quando entrei no presídio eu não tinha nem o primeiro grau completo, então tudo foi acontecendo quando ainda estava lá dentro. Participava das aulas, fazia cursos e decidi que esse era realmente o caminho que eu devia seguir, se quisesse ganhar novamente a confiança das pessoas e principalmente da minha família”, disse o egresso.  

Robenilson fez 18 cursos de educação profissionalizante quando estava custodiado e, atualmente, já tem um contrato de trabalho na Fábrica Esperança, onde desempenha a função de técnico de manutenção.   

“Para quem não tinha nada e hoje tem uma profissão, e ainda está concluindo uma formação técnica, é um grande avanço. Eu trabalho há mais de 10 anos aqui na Fábrica Esperança e nunca deixei de aprimorar meus conhecimentos, tanto que hoje estou fazendo o curso de Técnico em Eletrônica. Foi uma chance única que tive e soube aproveitar, porque se eu não tivesse feito tudo isso, as portas do mercado de trabalho estariam fechadas para mim uma hora dessas”, reforçou o egresso. 

Em 2017, a Susipe capacitou cerca de 2 mil egressos e detentos. Foram realizados sete cursos profissionalizantes e 55 cursos livres. Foram oferecidos os cursos profissionalizantes de panificação, confeitaria, rotina básica de escritório, rotinas de departamento pessoal, técnicas de vendas no varejo, recepção em serviços de saúde; elétrica NR 10 e refrigeração residencial. 

Na área de cursos livres os detentos participaram de fabricação de ovos de páscoa e chocolates, produção artesanal de produtos de higiene e limpeza, horticultura; pintura em tecidos, confecção de bolsas, empreendedorismo, avicultura de corte, artesão de biojoias, olericultura, jardinagem, serigrafia, customização de sandálias, confecção de almofadas, confecção de embalagens, confecção de artesanatos com materiais reciclados, violão, canto e pintura.

“Nossos cursos tem o objetivo de promover a integração do trabalho com a Educação de Jovens e Adultos (EJA), de forma a contribuir no processo de formação profissional e reintegração social da pessoa em situação de privação de liberdade. Quando estão em cárcere as atividades educacionais são acompanhadas pela Coordenadoria de Educação Prisional (CEP), já as atividades extramuros recebem o apoio da Coordenadoria de Atendimento ao Egresso e a Família (CAEF)”, explicou Fabrício Rabelo, da Gerência de Ensino Profissionalizante (GEP) da Susipe.

Para que os cursos profissionalizantes e de qualificação sejam realizados, a Susipe conta com o apoio de um time de parceiros tanto do setor público quanto privado. Atualmente, as instituições envolvidas na oferta de educação profissional no sistema prisional são: o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Instituto Federal de Educação do Pará (IFPA), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Associação Beneficente de Capelania Social (Abecas).

Com o Senac, por exemplo, foram ministrados cursos e palestras para a população carcerária de Belém, Ananindeua, Santa Izabel, Marabá e Abaetetuba dos centros de recuperação femininos e masculinos, totalizando mais de 100 atendimentos.

“Para o Senac, desenvolver cursos de formação continuada, contribuindo para a ressocialização de homens e mulheres privados de liberdade, representa fidelidade a um valor que caracteriza bem a instituição: a Inclusão Social. Através de sua missão em educar para o trabalho, o Senac foi um dos pioneiros a ofertar cursos de qualificação para detentos em regime fechado, pelos programas Pronatec e Programa Senac de Gratuidade (PSG) e, há quase dez anos, vem sendo frequente parceiro da Susipe em iniciativas que utilizam a educação como ferramenta na recuperação de internos”, afirmou Sebastião de Oliveira Campos, presidente do Conselho Regional do Senac, no Pará e do Sistema Fecomércio.  

Para 2018, a Susipe busca mais parceiros para intensificar a oferta de cursos profissionalizantes. “Estamos em articulação para ações com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), inserção no Programa Pará Profissional e também com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), para oferta de cursos profissionalizantes para as pessoas privadas de liberdade. Assim como, a efetivação do Projeto de Capacitação Profissional e Implantação de Oficinas Permanentes (Procap), que foi um convênio firmado com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), para realização dos cursos de Manutenção de Equipamento de Informática, Corte e Costura Industrial, Fabricação de Fraldas e Marcenaria”, concluiu Fabrício Rabelo.

 

Por Giullianne Dias | Foto: Akira Onuma (Ascom/ Susipe) 
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