Reunião aponta estratégias do novo governo para o sistema penitenciário

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Diretores da RMB e interior reúnem com secretário Jarbas Vasconcelos. (Foto: Vanessa Van Rooijen).
 
O Secretário Extraordinário para Assuntos Penitenciários, Jarbas Vasconcelos, presidiu uma grande reunião na tarde desta sexta-feira (7) sobre as novas portarias, as obras que estão sendo desenvolvidas e a atuação dos servidores no sistema carcerário a aprtir de agora. Diretores das unidades prisionais da Região Metropolitana de Belém (RMB) e interior, regidos pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) estiveram presentes para absorver conhecimentos sobre a atuação da nova gestão. Está foi a primeira reunião entre o secretário e os diretores para traçar estratégias para o combate da criminalidade e contribuir para o melhor funcionamento do sistema penitenciário.
 
Durante discurso, o secretário explicou a importância das novas portarias - visitas, alimentação e prerrogativas para servidores envolvidos com crimes do artigo 288-A - e, afirmou que todas foram baseadas em portarias já existentes em outros estados e estas, segundo eles, apresentam grande eficácia e resultados positivos. Como exemplo, Vasconcelos citou o funcionamento das casas penitenciárias no Maranhão e garantiu que a execução das portarias no estado do Pará darão certo. "A portaria unificada é fundamental para terminar com os problemas que ocorrem dentro do cárcere. Não vamos permitir mais objetos ilícitos dentro do cárcere. Poderão haver tentativas de motins e ameaças, mas nós vamos enfrentar. Vamos lutar. A partir da ampliação e execução das portarias nas unidades, não haverá mais problemas e se ocorrer pelo não cumprimento das regras, as consequências serão aplicadas. Precisamos do apoio de todos para nos fazermos respeitados dentro do sistema carcerário", pontuou. 
 
O secretário apresentou ainda as obras que estão sendo executadas, como o novo pórtico do Complexo de Santa Izabel. Com uma central de monitoramento, a portaria unificada que tratá maior segurança para os servidores e internos. "Cada unidade terá uma vigilância própria. Vamos ter agentes que olharão e fiscalizarão o trabalho de outros agentes para manter o padrão de rigidez. A nova entrada permitirá revistas mais rigorosas e controle do que entra no cárcere. Além disso, está sendo trabalhada o armamento destinado para os agentes prisionais. Este pode ser o investimento mais barato no sistema penitenciário porque com agentes armados teremos maior controle do cárcere conforme orientação e padrão estabelecido pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen)", explica. 
 
Outro ponto destacado pelo secretário foi a necessidade da intensificação dos projetos de reinserção social, este que é um dos pilares da nova gestão de Governo. "Temos que proporcionar oportunidades para os internos que merecem, os que têm boa conduta, para se capacitarem e conseguirem ingressar no mercado de trabalho após sair do cárcere. As unidades precisam de uma gestão série e compromissada. Queremos aqui motivar os diretores para assumir posturas rígidas e contribuir para as melhoras do sistema. Precisamos da ajuda de todos", pontua. 
 
Segundo a diretora do Centro de Recuperação do Coqueiro (CRC), Dorotéia Soares, a execução das portarias será um desafio a mais para todo servidor que atua na área da segurança, principalmente dentro do presídio. "Temos que acreditar no que o nosso secretário está propondo. Precisamos levar as propostas em frente, acreditando que ela tudo dará certo com o objetivo de melhorar. As portarias são o primeiro passo para que possarmos dar andamento nas melhorias do sistema, como na área da ressocialização e implementação do que já existe na sala de aula, cursos e trabalhos porque para a eficiência disso é requerido disciplina. Vamos melhorar também a qualidade de vida do interno. Atualmente, com a grande quantidade de coisas que existem numa cela e a superpopulação, é mais difícil executar as atividades de melhoria", afirma. 
 
Thais Barra, diretora do Centro de Recuperação Feminino (CRF), em Ananindeua afirma que as mulheres que estão dentro do cárcere cobram muito oportunidades de trabalho, como costura e panificação, para quando saírem conseguirem uma oportunidade profissional. A reinserção social é o fato principal para as mulheres que levam o sustento para os filhos, principalmente as mães solteiras. Os projetos que estão sendo implantados estão trazendo resultados bons. Precisamos trazer mais pessoas para a escola porque elas mesmas cobram e passam a entender que estudo ou trabalho é o melhor para elas. As portarias nos ajudaram a organizar o cárcere e garantir melhorias para todas", afirma. 
 
As matérias completas sobre as portarias estão disponíveis nos links: 
 
 
 
Por: Vanessa Van Rooijen