SENAI capacita detentas com curso de operador de computador

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Mais de 600 estão inseridas em algum tipo de atividade educacional e/ou laboral, o que representa cerca de 70% do total da população carcerária feminina do Estado. Hoje, o Pará tem 872 mulheres em situação de privação de liberdade.

Um grupo de 22 internas do Centro de Recuperação Feminino (CRF) de Ananindeua participam do curso de Operador de Computador, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) em parceria com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe). O projeto, que teve início no dia 25 de setembro e irá até o dia 26 de novembro, pretende profissionalizar as detentas para o mercado de trabalho.

O curso que tem duração de 160 horas é realizado dentro da unidade móvel do Senai, estruturada com 22 notebooks, mesas, cadeiras, quadro magnético e data show. Durante as aulas, no módulo básico, as presas aprendem desde noções de sistema operacional, memória, placa mãe, hard drive até a criação de documentos e planilhas. Já no módulo avançado, elas terão treinamento para fazer slides, vão praticar digitação e, ainda, navegar na internet.

Atualmente, mais de 4 mil detentos custodiados pela Susipe estão envolvidos em alguma atividade educacional, o que representa um percentual de 22,30% do total da população carcerária do Estado. No caso das mulheres, mais de 600 estão inseridas em algum tipo de atividade educacional e/ou laboral, o que representa cerca de 70% do total da população carcerária feminina do Estado. Hoje, o Pará tem 872 mulheres em situação de privação de liberdade.

Unidades móveis de educação - O SENAI possui mais de 400 unidades móveis, em todo o país, que vão não só às instalações de empresas industriais que contratam os cursos, como também a comunidades nos mais distantes pontos do país, em que não há escolas fixas. Os cursos oferecidos nas unidades móveis são, prioritariamente, de curta duração, de 40 a 160 horas, para áreas como panificação, confecção, soldagem, usinagem CNC, automação, mineração, construção civil e nanotecnologia. Os programas são desenhados para atender às demandas de cada empresa ou comunidade.

Com estrutura e equipamentos modernos, as unidades móveis têm como principal característica a flexibilidade para levar os cursos a qualque lugar, como por exemplo os presídios. Hoje, o Pará possui 15 laboratórios itinerantes com atuação nas áreas de Alimentos e bebidas, Construção Civil, Eletroeletrônica, Informática, Mecânica de Motocicleta, Panificação, Solda, Vestuário. A parceria com a Susipe possibilita aos detentos qualificação profissional e oportunidade de geração de emprego e renda aos reeducandos (as). Em 2017, a Susipe capacitou cerca de 2 mil egressos e detentos. Foram realizados sete cursos profissionalizantes e 55 cursos livres.

Para a reali\ação dos cursos profissionalizantes e de qualificação, a Susipe conta com o apoio de um time de parceiros tanto do setor público quanto privado. Atualmente, além do SENAI, as instituições envolvidas na oferta de educação profissional no sistema prisional são: Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Instituto Federal de Educação do Pará (IFPA), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Associação Beneficente de Capelania Social (Abecas).

*com informações da Ascom/SENAI

Por Assessoria de Comunicação Social

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